Arquivo para a categoria 'Pera um pouco…'

Nova Alexandria

Disponibilidade é a palavra que guia a distribuição de informações na rede. Hoje quase que não se precisa de documentos e papéis. Publique e edite tudo no google docs. Upe seus vídeos no VimeO. Guarde suas fotos no Flickr. A nuvem hoje já guarda quase tudo que é produzido. A questão que eu trago é a seguinte; o que acontece quando se quer guardar arquivos deste tipo – tão valiosos – para um período longo? Negativos e documentos de mais de cem anos não são raros. Enquanto isso, cd’s que não duram dois anos e arquivos corrompidos em armazéns digitais também não são exceções.

E aí, o que vai acontecer quando a nova biblioteca de Alexandria pegar fogo? Vamos voltar pra fogueira?

100 metros rasos

Hoje eu me deparei com uma questão que já estava na minha cabeça há tempos, mas não sabia se era com ela o problema. Eu como diretor de arte-wannabe tive que desenhar alguma coisa em alguma peça. Foi então que eu me lembrei que não fazia absoluta idéia de como é desenhar. Sério. Meus raffs, drafts e storyboards são todos feitos com bonequinhos de palito por um motivo: Treinar bonequinhos de palito. De grão em grão, né?
Eis que, finalmente, surge a questão: É preciso saber desenhar para ser um bom diretor de arte? Eu vejo da seguinte forma: É preciso ser velocista para ser um bom tenista? Correr mais ajuda, mas definitivamente não é necessário.

Esfinge corporativa

Eu acho muito legal essa visão de que o publicitário tem que ter feeling. E ir além disso, ter que confiar na própria visão e usar as ferramentas de pesquisa como backup dos conceitos criativos que a gente elabora. Mas entra aí uma questão, sem as pesquisas, mesmo nesse formato careta e estúpida, como convencer o cliente que é a saída?

Me desculpe, mas nenhum cliente, nem mesmo a de uma rede de supermercados que cria um concurso digital bota o dinheiro naquilo que ela não acredita que seja compatível com a realidade e/ou não agrade à ela. Querendo ou não, a propaganda perpassa por um campo de gosto pessoal por parte do cliente que acaba por censurar – ou alterar, censura é motivo de balbúrdia esses dias – a criação.  A pesquisa, como ferramenta de comunicação deve, acima de tudo, acender um fósforo. Servir de combustível para a criação e, de certa maneira, norteá-la. E ainda deve servir para garantir que aquilo que a criação tenha feito é – de maneira científica e matemática, ou no mínimo constrói um raciocínio de que – possa fazer sentido para o consumidor e causar uma reação nele. Porque no fim das contas, a direção do tal supermercado quer resultados e números, não uma campanha bonitinha.

Liberdade, igualdade e… Banda larga?

Depois de ler uma notícia como essa, a gente percebe que os tempos, hoje, são diferentes. Além dos direitos básicos de educação, proteção e todo o mimimi constitucional, os finlandeses terão direito também à internet de 1 mega, até julho. A meta principal é ter uma internet de 100 mega para todo indivíduo finlandês até 2015.

Finalmente algum governo entendeu  a mudança que a internet fez. Ao garantir acesso gratuito, não só encherá o garena finlandês de trolls e internet tuff guys – que explicarei mais tarde – eles tornam o espaço digital um um mundo quasi-real. Com acesso gratuito, como que serão vigiadas as ações de quem navega? I mean, no mundo real, se você rouba uma loja, tem a identidade mostrada e procurada. E no mundo digital? Quero ver com vão rastrear, ou no mínio monitorar, quem acessa, como e de onde. Talvez eles coloquem uma página incial onde seja necessário inserir algum documento pessoal como rg ou cpf, e talvez seja controlado a putaria da internet.

E que venham os profetas contra globalização.

De fora. Ou de dentro?

Com uma câmera na mão e uma idéia na cabeaça, um grupo de amigos se juntou e fez um jogo. Era em 1998, o ano em que foi inventada a google e o viagra, que estreiou Dr. Dolittle e Armagedonn. Foi o mesmo ano que rolou o boquete do milênio passado. E foi nesse ano que esse grupo de amigos fez um jogo que revolucionou o que nós hoje entendemos como jogos multiplayer e o cenário de e-sports competitivos; Counter-Strike. Isso mesmo, um grupo de gente que não tinha nada a ver com a Valve, senão o de usar a plataforma. Com a criação deles, mais de QUATRO MILHÕES de cópias foram vendidas. Isso sem contar as piratas.

Pouco tempo depois, um grupo de amigos que jogavam StarCraft decidiram jogar outro jogo, também da Blizzard, o Warcraft III. E nessa passagem, eles também passaram os mapas customizados do jogo antigo para o novo. E com uma egine mais aberta, mais simples e amigável, eles desenvolveram outro módulo que mantém o Warcraft vivo até hoje, o DotA. Sozinho, o site oficial dessa modificação têm mais de um milhão de visitas únicas por mês.

Todos esses caras, depois de um tempo, foram contratados pelas empresas que criaram os jogos, ou em próximas. À exemplo o IceFrog, atualizador da atual versão do DotA, foi contratado nessa semana pela Valve. embora ele não disse em qual projeto está trabalhando, entretanto, já se sabe que ele lidera e co-ordena uma equipe de produção por lá. Agora me explica, porque ao invés de contratar um gerente sênior, foram atrás da comunidade?

Essa mudança reflete uma transição que é clara hoje, as empresas valorizam e finalmente REMUNERAM a comunidade. O que antes era um trabalho de um executivo, é hoje de alguém comprometido e decidido com os jogadores. E quem me dera se todas as empresas tivessem essa perspectiva, de que idéias – queiram ou não – nascem em todos os pontos. E devem ser remuneradas.

De todas as decisões de todas as empresas do mundo, essa parece a mais sensata da semana.

Ecotards

Só há uma coisa mais chata do que uma pessoa sem uma causa; uma pessoa com uma causa idiota. Sério. Salvar a amazônia é algo legal de se fazer. Salvar as arvrinha, os coalas e os sagüis também são causas nobríssimas. Só não vem me dizer que, ao não comer carne, você está contribuindo para a salvação e preservação da vida terrestre.

Tem também o povo que não aceita que sejam feitos testes de cosméticos em animais. Que sejam feitos diretos nos homens. Ou não sejam feitos testes. OU MELHOR! Que não existam esses produtos supérfluos. Sério, ecotards esquecem de uma variável chave no modelo de decisão das empresas. LUCRO. Ecotards realmente acreditam que existem pessoas desprovidas de interesse nas atitudes – até mesmo nas deles.

E também tem a questão dos vegan. Digo, é legal não comer carne conscientemente. Tem gente que não gosta -apesar de Darwin ter convulsões – e diz ter consciência de que ajuda a matar a fome no mundo, porque a eficiência energética das plantas é maior, e tal e tal. Tudo bem, legalíssimo. Mas agora falar que não consegue comer o fruto do descaso e do assassinato, qualé né. O problema disso tudo, é esse discurso extremista. Porquê? Ele gera repercussões como essas aqui

everyanimal

E o resultado desse extremismo é só um. Ódio. Da mesma maneira que, um dia desses aí, uma mulher do greenpeace queria me chamar de alienado porque eu não queria ajudar a salvar a amazônia. Assinando numa bandeira. Que vão mandar para o Lula.

Na real, causas sérias pedem atitudes sérias. Só ia ser pior se eles fizessem um porta-retratos de macarrão com uma foto de uma queimada.

Criar, criar cagando.

Tem momentos em na vida em que, se você não engatar uma segunda e começar a ralar, não rola. E eu fui reparar nisso vendo um filme sobre o Seinfeld ( Se não conhece, sai do blog e volta a ver o pograma da márcia ). O filme ( http://www.imdb.com/title/tt0328962/ pros curiosos ) retrata o backstage e um pouco de como o e o Orny Adams ( tá, esse nem eu conhecia) vêem o mundo da comédia, como criar e se apresentar, etc… O interessante da parada é que ele fala algo do tipo ” Porra, se os pedreiros vão lá, todo dia trabalhar, porque eu não tenho essa mesma disposição e vontade?”. E é com isso que ele explora. Boas idéias não nascem de si mesmas, mas de outras, e por mais clichê, cafona e lantejoulas tenha esse discurso, se aprende a criar criando. Tudo bem que o Orny é meio paranóico com a parada, mas dedicação é algo que se tem que levar a sério quando se trabalha com criar – EM QUALQUER PROFISSÃO. Isso, muitas vezes, é meio fantasiado na publicidade, principalmente por quem ainda não tá dentro dela e quer entrar. Fica a dica, consistência é muito melhor que muito e pouco.

E isso nos leva a outra parte do texto. Eu acho que criar é como cagar. Pronto, escatológico e funcional. Com todas as metáforas reduzidas e consequentes. Antes de cagar, tem quem que ingerir alguma coisa. Sem comida, o máximo que rola são uns peidinhos. Nada embasado ou que valha a pena ter orgulho. E depois de comer, tem que passar por voce. Aí as bactérias que ce tem durante a vida, o colesterol, intolerância à lactose vão dar outro gosto – ou cara – pra cagada. E por fim, você caga.

Nessas horas, cada um tem o seu tempo. Mas o que importa é consistência do ato de cagar. Regularidade. Vide Dan-Regularis. Tem gente que caga a cada tres dias o comparável com um rinoceronte. Outros cagam de manhã, todo dia, enquanto terminam de ver o programa da Ana Maria Braga.  E tem aqueles ainda que decidem cagar no meio da palestra, do trânsito, etc…

E ainda tem que saber cara,  que se caga quando tá na hora. Não adianta forçar, mesmo se você vai de alojas pro economíadas e é um sheldon mulher. O máximo que rola é muita dor e pouco resultado.

Qualquer semelhança com o processo criativo é coincidência.


enquanto isso:


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