Tem momentos em na vida em que, se você não engatar uma segunda e começar a ralar, não rola. E eu fui reparar nisso vendo um filme sobre o Seinfeld ( Se não conhece, sai do blog e volta a ver o pograma da márcia ). O filme ( http://www.imdb.com/title/tt0328962/ pros curiosos ) retrata o backstage e um pouco de como o e o Orny Adams ( tá, esse nem eu conhecia) vêem o mundo da comédia, como criar e se apresentar, etc… O interessante da parada é que ele fala algo do tipo ” Porra, se os pedreiros vão lá, todo dia trabalhar, porque eu não tenho essa mesma disposição e vontade?”. E é com isso que ele explora. Boas idéias não nascem de si mesmas, mas de outras, e por mais clichê, cafona e lantejoulas tenha esse discurso, se aprende a criar criando. Tudo bem que o Orny é meio paranóico com a parada, mas dedicação é algo que se tem que levar a sério quando se trabalha com criar – EM QUALQUER PROFISSÃO. Isso, muitas vezes, é meio fantasiado na publicidade, principalmente por quem ainda não tá dentro dela e quer entrar. Fica a dica, consistência é muito melhor que muito e pouco.
E isso nos leva a outra parte do texto. Eu acho que criar é como cagar. Pronto, escatológico e funcional. Com todas as metáforas reduzidas e consequentes. Antes de cagar, tem quem que ingerir alguma coisa. Sem comida, o máximo que rola são uns peidinhos. Nada embasado ou que valha a pena ter orgulho. E depois de comer, tem que passar por voce. Aí as bactérias que ce tem durante a vida, o colesterol, intolerância à lactose vão dar outro gosto – ou cara – pra cagada. E por fim, você caga.
Nessas horas, cada um tem o seu tempo. Mas o que importa é consistência do ato de cagar. Regularidade. Vide Dan-Regularis. Tem gente que caga a cada tres dias o comparável com um rinoceronte. Outros cagam de manhã, todo dia, enquanto terminam de ver o programa da Ana Maria Braga. E tem aqueles ainda que decidem cagar no meio da palestra, do trânsito, etc…
E ainda tem que saber cara, que se caga quando tá na hora. Não adianta forçar, mesmo se você vai de alojas pro economíadas e é um sheldon mulher. O máximo que rola é muita dor e pouco resultado.
Qualquer semelhança com o processo criativo é coincidência.